Palestina – Jesus nasceu e viveu na região da Palestina (hoje Israel). Na época em que ele nasceu, a Palestina era dominada pelo Império Romano (desde o ano 31 a.C.), cujo imperador era Otávio Augusto. Desde 37 a.C., a região formava um “reino cliente”, com alguma independência de Roma, sendo administrado pelo rei Herodes Magno (“O Grande”).
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
Situação política na época do nascimento de Jesus
sexta-feira, 27 de novembro de 2020
A história do Nascimento de Jesus
Ao iniciarmos a preparação para o Natal (advento), inúmeras vezes ouviremos falar de Maria Santíssima, nossa Mãe e Mãe da Igreja. Como os Evangelhos Canônicos trazem poucas informações sobre Maria e José, fomos buscar mais detalhes (histórias, nomes, datas, etc.) em outras fontes, como a tradição judaica, fontes históricas e textos apócrifos (Proto-evangelho de Tiago, a História de José o Carpinteiro). A Igreja Católica aceita alguns destes fatos na sua liturgia (os nomes dos pais de Maria, a cerimônia de apresentação de Maria no Templo, Imaculada Conceição, José idoso, o bastão de José) mesmo não constando nos Evangelhos.
O pai de Maria – Joaquim era um homem muito rico que vivia atormentado por não ter filhos. Para o povo hebreu era muito importante gerar descendentes. Estava tão angustiado que se retirou para o deserto e jejuou quarenta dias e quarenta noites para que suas preces fossem atendidas.
A mãe de Maria – Ana era uma mulher que lamentava a sua esterilidade. Apresentou-se a ela um anjo de Deus dizendo que o Senhor ouviu seus pedidos e que ela daria à luz uma criança. A concepção imaculada de Maria é aceita pela Igreja Católica como dogma de fé (instituído pelo Papa Pio IX em 1854) e comemorada como a festa da Imaculada Conceição de Maria.
Apresentação no Templo – Ana prometeu que entregaria seu filho (ou filha) como oferenda ao
Senhor, para que ele servisse seu Deus todos os dias de sua vida. Nove meses
depois, Ana deu à luz uma menina, dando-lhe o nome de Maria. Era,
aproximadamente, o ano
Aos doze anos – Quando Maria completou doze anos (aprox.
Os viúvos – José, atendendo o chamado do Sumo Sacerdote, se dirigiu de Belém ao templo, entregando o seu bastão. O Sumo Sacerdote, após orar, devolveu os bastões aos viúvos. Ao entregar o bastão a José, uma pomba passou a voar sobre sua cabeça, indicando que José deveria ser o esposo de Maria.
Contestação – José replicou que já era velho e tinha filhos (Judas, Josetos, Tiago, Simão Lígia e Lídia), enquanto que Maria era uma menina; argumentando ainda que seria objeto de zombarias por parte do povo. O sacerdote convenceu-o, dizendo que deveria aceitar o casamento como desejo divino.
A tradição da época – Na palestina não havia diferença entre noivado e casamento. Por isso que em Mt 1,18 nós encontramos que Maria estava desposada de José. Desposada quer dizer noiva. O noivado já tinha o valor de casamento; por isto, em Mt 1,19, José é chamado de esposo. A tradição mandava que após a festa de noivado, a noiva (ou esposa) continuava na casa de seus pais, e o noivo (esposo) ia construir a casa. Pronta a casa, o noivo ia buscar a noiva, geralmente em procissão luminosa, da qual participavam também outras moças do lugar (veja a parábola das dez virgens em Mt 25, 1-13).
Um certo anjo ... – Um certo dia, no início do
ano
GOSTOU DO ASSUNTO? – Se você quer ler mais sobre o assunto, podemos lhe oferecer os Evangelhos apócrifos citados (Protoevangelho de Tiago, a História de José) e a Cronologia da vida de Jesus. Solicite por E-mail.
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
O Juízo Final
Hoje encerramos as
celebrações dominicais do ano litúrgico com a festa de Cristo Rei. O evangelho
de hoje é o famoso texto de Mateus 25 sobre o Juízo Final. Nesse texto,
enfatiza-se a sorte eterna dos que optaram ou não pela vivência da
"justiça do Reino dos Céus".
sábado, 14 de novembro de 2020
Os talentos
sábado, 7 de novembro de 2020
A Bíblia passaria no teste de Bechdel?
Recentemente, um amigo me perguntou qual seria o resultado se aplicássemos o Teste de Bechdel à Bíblia. Ele me pediu que eu usasse as minhas habilidades de programação e buscas no texto bíblico para verificar se a Bíblia seria aprovada no teste.
Fizemos o teste – Usamos um conjunto de dados de código aberto e um banco de dados que inclui pessoas, lugares e eventos na Bíblia gerado pelo John Dyer, reitor e professor do Seminário Teológico de Dallas. Aqui está um resumo do que encontramos: os 72 livros (45 do AT e 27 do NT) da Bíblia Católica têm 3.070 pessoas identificadas pelos nomes, e 202 delas são mulheres (para efeito de comparação, o Alcorão tem apenas uma mulher chamada Maria). Estreitando a pesquisa, há 147 cenas com duas ou mais mulheres (teste de Bechdel 1), 261 cenas em que mulheres falam, 14 em que as mulheres estão falando entre si (teste de Bechdel 2) e 6 cenas em que as mulheres estão falando sobre algo que não seja sobre um homem (teste de Bechdel 3).
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
Amarás a teu próximo
Amarás a teu próximo
Armadilhas – Essas controvérsias apresentam-se como armadilhas bem organizadas e montadas, destinadas a surpreender afirmações polêmicas de Jesus, capazes de ser usadas em tribunal para conseguir a sua condenação. Depois da controvérsia sobre o tributo a César (Mt 22,15-22) e da controvérsia sobre a ressurreição dos mortos (Mt 22,23-33), chega agora a controvérsia sobre o maior mandamento da Lei (Mt 22,34-40). É esta última que o Evangelho de hoje nos apresenta…
Maior mandamento – Ao perguntar a Jesus qual é o maior mandamento da Lei, os fariseus procuram demonstrar que Jesus não sabe interpretar a Lei e que, portanto, não é digno de crédito. Para testá-lo perguntam: "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?". Jesus responde: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento e amarás teu próximo como a ti mesmo”. Vamos refletir sobre este texto.
613 preceitos – A questão do maior mandamento da Lei não era uma questão pacífica no tempo de Jesus, mas objeto de debates intermináveis entre os fariseus e os doutores da Lei. A preocupação em atualizar a Lei, de forma a que ela respondesse a todas as questões do dia a dia, tinha levado os doutores da Lei a deduzir um conjunto de 613 preceitos, dos quais 365 eram proibições e 248 ações a pôr em prática. Esta “multiplicação” dos preceitos legais lançava, evidentemente, a questão das prioridades: todos os preceitos têm a mesma importância, ou há algum que é mais importante do que os outros? É esta a questão que é posta a Jesus.
Além dos mandamentos – A resposta de Jesus, no entanto, supera o horizonte estreito da pergunta e vai muito mais além, situando-se ao nível das opções profundas que o homem deve fazer… O importante, na perspectiva de Jesus, não é definir qual o mandamento mais importante, mas encontrar a raiz de todos os mandamentos. E, na perspectiva de Jesus, essa raiz gira à volta de duas coordenadas: o amor a Deus e o amor ao próximo. A Lei e os Profetas são apenas comentários a estes dois mandamentos.
A Lei e os Profetas – Os cristãos de Mateus usavam a expressão “a Lei e os Profetas” para se referirem aos livros inspirados do Antigo Testamento, que apresentavam a revelação de Deus (Mt 5,17; 7,12). Dizer, portanto, que “nestes dois mandamentos se resumem a Lei e os Profetas” (vers. 40), significa que eles encerram toda a revelação de Deus, que eles contêm a totalidade da proposta de Deus para os homens.
Deuteronômio + Levítico – Jesus une os textos de Dt 6,5 (amor a Deus) e Lv 19,18 (amor ao próximo)… Aproxima os ensinamentos pondo-os em perfeito paralelo e, ao mesmo tempo, simplifica e concentra toda a revelação de Deus nestes dois mandamentos.
Mesma moeda – Assim, na perspectiva de Jesus, “amor a Deus” e “amor aos irmãos” estão intimamente associados. Não são dois mandamentos diversos, mas duas faces da mesma moeda. “Amar a Deus” é cumprir o seu projeto de amor, que se concretiza na solidariedade, na partilha, no serviço, no dom da vida aos irmãos.
VOCÊ FICOU IMPRESSIONADO com os 613 preceitos judaicos existentes no tempo de Jesus? Podemos lhe enviar os 365 negativos (proibições) e os 248 negativos (ações). Solicite por E-mail.
sábado, 3 de outubro de 2020
O Reino de Deus será entregue a uma nação que produzirá seus frutos
No Evangelho das missas deste domingo (Mateus 21,33-43), Jesus reuniu os
sacerdotes e anciãos do povo e contou a parábola da vinha:






