sábado, 23 de janeiro de 2010
Hoje se cumpriu a Escritura
sábado, 16 de janeiro de 2010
O Primeiro Sinal
sábado, 9 de janeiro de 2010
O Batismo de Jesus
sábado, 2 de janeiro de 2010
O quarto Rei Mago
sábado, 26 de abril de 2008
O Espírito Santo
O Evangelho deste domingo nos apresenta a Última Ceia. Nessa
noite de quinta-feira, 6 de abril do ano 30, na véspera da sua morte na cruz,
Jesus reuniu-Se com os seus discípulos pela última vez.
Despedida
– No decurso da “ceia”, Jesus
despediu-Se dos discípulos e fez-lhes as últimas recomendações. As palavras de
Jesus soam a “testamento final”: Ele sabe que vai partir para o Pai e que os
discípulos vão continuar no mundo. Jesus fala-lhes, então, do caminho que
percorreu (e que ainda tem de percorrer, até a consumação da sua missão e até
chegar ao Pai); e convida os discípulos a seguir o mesmo caminho de entrega a
Deus e de amor radical aos irmãos. É seguindo esse “caminho” que eles se
tornarão Homens Novos e que chegarão a ser “família de Deus”.
Insegurança
– Os discípulos, no entanto, estão
inquietos e desconcertados. Será possível percorrer esse “caminho” se Jesus não
caminhar ao lado deles? Como é que eles manterão a comunhão com Jesus e como
receberão d’Ele a força para doar, dia-a-dia, a própria vida? No entanto, Jesus
garante aos discípulos que não os deixará sós no mundo. Ele vai para o Pai, mas,
vai encontrar uma forma de continuar presente e de acompanhar, passo a passo, a
caminhada dos seus discípulos.
Paráclito
– Jesus fala no envio do “Paráclito”,
que estará sempre com os discípulos. A palavra grega “paráklêtos”, utilizada
por João, pertence ao vocabulário jurídico e designa, nesse contexto, aquele
que ajuda ou defende o acusado. Pode, portanto, traduzir-se como “advogado”,
“auxiliar”, “defensor”. A partir daqui, pode deduzir-se, também, o sentido de
“consolador” ou “intercessor”. No Novo Testamento, a palavra só aparece em
João, onde é usada para designar o Espírito (Jo 14,26; 15,26; 16,7) ou o
próprio Jesus (que no céu, cumpre uma missão de intercessão - 1Jo 2,1).
Espírito
Santo – O “Paráclito” que Jesus vai enviar
é o Espírito Santo – apresentado aqui como o “Espírito da Verdade”. Enquanto
esteve com os discípulos, Jesus ensinou-os, protegeu-os, defendeu-os; mas, a
partir de agora, será o Espírito que ensinará e cuidará da comunidade de Jesus.
O Espírito desempenhará, nesse contexto, um duplo papel: conservará a memória
da pessoa e dos ensinamentos de Jesus, ajudando os discípulos a interpretarem
esses ensinamentos à luz dos novos desafios, e dará segurança aos discípulos, guiando
e defendendo-os quando tiverem de enfrentar a oposição e a hostilidade do
mundo. Em qualquer dos casos, o Espírito conduzirá essa comunidade em marcha
pela história, ao encontro da verdade, da liberdade plena, da vida definitiva.
Órfãos
– Depois de garantir aos discípulos o
envio do “Paráclito”, Jesus reafirma que não os deixará “órfãos” no mundo. A
palavra utilizada (“órfãos”) é muito significativa: no Antigo Testamento, o
“órfão” é o protótipo do desvalido, do desamparado, do que está totalmente à
mercê dos poderosos e que é a vítima de todas as injustiças. Jesus é claro: os
seus discípulos não vão ficar indefesos, pois Ele vai estar ao lado deles.
Comunhão
– É verdade que Ele vai deixar o
mundo, vai para o Pai. O “mundo” não mais O verá, pois Ele não estará fisicamente
presente. No entanto, os discípulos poderão “vê-l’O”, “contemplá-l’O”: eles
continuarão em comunhão de vida com Jesus e receberão o Espírito, que lhes
transmitirá, dia-a-dia, a vida de Jesus ressuscitado.
Família
– Nesse dia (o dia em que Jesus for
para o Pai e os discípulos receberem o Espírito), a comunidade descobrirá – por
ação do Espírito – que faz parte da família de Deus. Jesus identifica-Se com o
Pai, por ter o mesmo Espírito; os discípulos identificam-se com Jesus, por ação
do Espírito. A comunidade cristã está unida com o Pai, através de Jesus, numa
experiência de unidade e de comunhão de vida entre Deus e o homem. Nesse dia, a
comunidade será a presença de Deus no mundo: ela e cada membro dela
convertem-se em morada de Deus; o espaço onde Deus vem ao encontro dos homens.
Na comunidade dos discípulos e por meio dela, realiza-se a ação salvadora de
Deus no mundo.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
O Caminho de Jesus
A liturgia deste domingo
convida-nos a refletir sobre a Igreja: é a comunidade dos discípulos que seguem
o “caminho” de Jesus – “caminho” de obediência ao Pai e de dom da vida aos
irmãos.
Incertezas –
Os discípulos, por sua vez, já perceberam que o ambiente é de despedida e que,
daí a poucas horas, o Mestre vai ser tirado deles. Estão inquietos e
preocupados. A aventura que eles começaram com Jesus, na Galiléia, terá chegado
ao fim? Essa relação que eles construíram com o Mestre irá morrer? Os
discípulos não sabem o que vai acontecer nem que caminho vão, a partir daí,
percorrer. Sobretudo, não sabem como é que manterão, após a partida de Jesus, a
sua relação com Ele e com o Pai.
Comunhão –
A catequese desenvolvida pelo autor do Quarto Evangelho, neste diálogo de Jesus
com os discípulos, é de uma impressionante densidade teológica. Vamos tentar
esmiuçar o conteúdo e pôr em relevo os pontos fundamentais. O plano de salvação
de Deus passa por estabelecer com os homens uma relação de comunhão, de
familiaridade, de amor. Por isso Jesus veio ao mundo: para tornar os homens
“filhos de Deus”.
Método –
Como é que Jesus concretizou esse projeto? Ele “montou a sua tenda no meio dos
homens” (Jo 1,14) e ofereceu aos homens um “caminho” de vida em plenitude:
mostrou aos homens, na sua própria pessoa, como é que eles podem ser Homens
Novos – isto é, homens que vivem na obediência total aos planos do Pai e no
amor aos irmãos. Viver desse jeito é viver numa dinâmica divina, entrar na
intimidade do Pai, tornar-se “filho de Deus”.
Homem Novo –
Na ceia de despedida, Jesus sente que está começando o último ato da missão que
o Pai lhe confiou (criar o Homem Novo). Falta oferecer aos discípulos a última
lição – a lição do amor que se dá até à morte; falta também o dom do Espírito,
que capacitará os homens para viverem como Jesus, na obediência a Deus e na
entrega aos homens. Para que esse último ato se cumpra, Jesus tem que passar
pela morte: tem que “ir para o Pai”. Ao dizer “vou preparar-vos um lugar”,
Jesus sugere que tem que ir ao encontro do Pai, para que os homens possam fazer
parte da família de Deus.
Família – Nessa
família há lugar para todos os homens (“na casa de meu Pai há muitas moradas”):
basta que sigam “o caminho” de Jesus” – isto é, que escutem as suas propostas e
que aceitem viver como Homens Novos, no amor e no dom da vida. A “casa do Pai”
é a comunidade dos seguidores de Jesus (a Igreja). Qual é o “caminho” para
chegar a fazer parte dessa família de Deus?
Caminho –
A resposta é simples… O “caminho” é Jesus: é a sua vida, os seus gestos de amor
e de bondade, a sua morte (dom da vida por amor) que mostram aos homens o
itinerário que eles devem percorrer. Ao aceitarem percorrer esse “caminho” de
identificação com Jesus, os homens estão indo ao encontro da verdade e da vida
em plenitude. Quem aceita percorrer esse “caminho” de amor, de entrega, de dom
da vida, chega até ao Pai e torna-se – como Jesus – “filho de Deus”.
Pai e Jesus –
Ao identificarem-se com Jesus, os discípulos estabelecem uma relação íntima e
familiar com o Pai, porque o Pai e Jesus são um só. O Pai está presente em
Jesus. Quem adere a Jesus e estabelece com Ele laços de amor, já faz parte da
família do Pai, porque Jesus é Deus que veio ao encontro dos homens: as obras
de Jesus são as obras do Pai; o seu amor é o amor do Pai; a vida que Ele
oferece é a vida que o Pai dá aos homens.
Conclusão –
Os discípulos de Jesus têm que percorrer um “caminho”, até chegarem a ser
família de Deus. Esse “caminho” foi traçado por Jesus, na obediência a Deus e
no amor aos homens. É no final desse “caminho” que os discípulos – tornados
Homens Novos – encontrarão o Pai e serão integrados na família de Deus.
sábado, 5 de abril de 2008
AO PARTIR O PÃO, OS DISCÍPULOS O RECONHECERAM
O
Evangelho deste domingo nos coloca para caminhar com dois discípulos de Jesus
que, no domingo, vão de Jerusalém para Emaús.
Catequese –
Trata-se de uma página de catequese escrita no final do primeiro século, na
qual o autor não se preocupou com a descrição fiel de acontecimentos nem com as
incongruências do texto. De acordo com o autor, os dois homens dirigiam-se para
uma aldeia chamada Emaús, a
Messias fracassado –
A cena coloca-nos, em primeiro lugar, diante de dois discípulos que vão a
caminho de Emaús. Um chama-se Cléofas; o outro não é identificado (podia ser
”qualquer um” dos crentes). Os dois estão, nitidamente, tristes e desanimados,
pois os seus sonhos de triunfo e de glória ao lado de Jesus ruíram pela base,
aos pés de uma cruz. Esse Messias poderoso, capaz de derrotar os opressores, de
restaurar o reino grandioso de David revelou-se um grande fracasso. Em lugar de
triunfar, morreu numa
Jesus –
Na seqüência, o autor do relato introduz no quadro um novo personagem: Jesus.
Ele faz-se companheiro de viagem desses discípulos em caminhada, interroga-os
sobre ”o que se passou nestes dias” em Jerusalém, escuta as suas preocupações,
torna-se o confidente das suas frustrações. Para responder às inquietações dos
dois discípulos e para lhes demonstrar que o projeto de Deus não passava por
quadros de triunfo humano, mas, pelo amor até às últimas conseqüências e pelo
dom da vida, ”começando por Moisés e passando pelos profetas, explicou-lhes
Comunidade – Quando
Lucas escreve o seu Evangelho (década de 80), a comunidade cristã defrontava-se
com algumas dificuldades. Tinham decorrido cerca de cinqüenta anos depois da
morte de Jesus, em Jerusalém. A catequese dizia que Ele estava vivo; mas, no
dia-a-dia de uma vida monótona, cansativa e cheia de dificuldades, era difícil
fazer essa experiência. As testemunhas oculares de Jesus tinham já desaparecido
e os acontecimentos da paixão, morte e ressurreição pareciam demasiado
distantes, ilógicos e irreais. ”Se Jesus ressuscitou e está vivo, como posso
encontrá-l’O? Onde e como posso fazer uma verdadeira experiência de encontro
real com esse Jesus que a morte não conseguiu vencer? Porque é que Ele não
aparece de forma gloriosa e não instaura um reino de glória e de poder, que nos
faça triunfar definitivamente sobre os nossos adversários?”.
Eucaristia –
É a isso que o catequista Lucas vai procurar responder. A sua mensagem
dirige-se a esses crentes que caminham desanimados pela vida. Nessa narração de
Lucas, aparece a idéia de que é na celebração comunitária da Eucaristia que os
crentes fazem a experiência do encontro com Jesus vivo e ressuscitado. A
narração apresenta o esquema litúrgico da celebração eucarística: a liturgia da
Palavra (a ”explicação das Escrituras” – que permite aos discípulos entenderem
a lógica do plano de Deus