No Evangelho deste domingo (Lc 14, 25-33) Jesus faz um
discurso para uma multidão usando palavras duras. Para a explicação deste
texto, vamos recorrer ao texto do Pe. Cantalamessa (Pregador do Papa).
No Evangelho deste domingo (Lc 14, 25-33) Jesus faz um
discurso para uma multidão usando palavras duras. Para a explicação deste
texto, vamos recorrer ao texto do Pe. Cantalamessa (Pregador do Papa).
No Evangelho deste domingo (Lc 14, 1.7-14) Jesus participa
de um banquete na casa de um fariseu. Para a explicação deste texto, vamos
recorrer ao texto do Pe. Cantalamessa (Pregador do Papa).
Mistério – Os detalhes
da morte, enterro e assunção da Virgem Maria são um dos maiores mistérios do
Novo Testamento. A Igreja usa o texto da Carta de São Paulo (1Cor 15, 20-23) e
do Apocalipse (Ap 11, 19; 12, 1), para fundamentar o dogma. Nenhuma descrição
ou fato histórico é citado. Apresentamos aqui as descobertas mais recentes
sobre o assunto:
Cronograma – Um cronograma
aproximado da vida de Maria seria o seguinte: nasceu no ano 20 a.C., aproximadamente,
filha de Ana e Joaquim. No final do ano 7 a.C. (com 13 anos) deu à luz Jesus,
na cidade de Belém. Maria assistiu a crucificação e morte de Jesus em abril do
ano 30 d.C., com 50 anos de idade. Segundo Hipólito de Tebas (autor bizantino
do século VII), a Virgem Maria viveu onze anos após a morte de Jesus, morrendo
no ano de 41 d.C. (com 61 anos de idade).
João Paulo II – Em catequese,
no dia 9 de julho de 1997, o Papa João Paulo II disse que o primeiro testemunho
de fé na assunção da Virgem Maria aparece nas histórias apócrifas, intituladas
"Transitus Mariae", cujo
núcleo original remonta aos séculos II e descreve a morte, o sepultamento, o
túmulo e a ascensão de Maria aos Céus. Segundo a palavra do Pontífice este
texto reflete uma intuição da fé do povo de Deus.
O texto – O autor do “Transitus Mariae” usa o pseudônimo de
Melitão. Existiu um Melitão, Bispo de Sardes, no ano de 150, mas não deve ser o
mesmo. O autor diz que escutou de São João apóstolo a seguinte história: Maria
vivia em sua casa, quando recebeu a visita de um anjo anunciando que, em três
dias, seria elevada aos céus. Então ela pediu ao anjo que gostaria que todos os
apóstolos estivessem reunidos.
Morte – Três dias
depois, Maria morreu na presença de todos os apóstolos. Pedro recebeu uma
mensagem de Cristo: ele deveria tomar o corpo de Maria e levar à direita da
cidade, até o oriente, onde encontraria um sepulcro novo. Ali deveria depositar
o corpo de Maria e aguardar um novo aparecimento de Cristo.
Enterro – Os apóstolos
assim fizeram: colocaram o corpo num caixão, saíram de Jerusalém, à direita da
cidade, entraram no Vale de Josafat (ou vale do Cedron), no caminho para o
Monte das Oliveiras, depositaram o corpo no sepulcro, fecharam com uma pedra e
ficaram esperando.
Assunção – Cristo
ressuscitado apareceu, saudando a todos: “A paz esteja convosco”. Pedro disse:
“Senhor, se possível, parece justo que ressuscite do corpo de sua mãe e a
conduza contigo ao Céu”. Jesus disse:
“Tu que não aceitasse a corrupção do pecado não sofrerás a corrupção do corpo
no sepulcro”. E os anjos a levaram ao paraíso. Enquanto ela subia, Jesus falou
aos apóstolos: “Do mesmo modo que estive com vocês até agora, estarei até o fim
do mundo”. E desapareceu entre as nuvens junto com os anjos e Maria.
Impressionante descoberta – A arqueologia
estudou durante anos os detalhes da pequena igreja existente no local descrito
pelo texto “Transitus Mariae” sem
nada encontrar. Em 1972, uma chuva torrencial alagou a igreja e exigiu a
reconstrução do piso. Ao remover o piso, apareceu um grande porão, com uma
câmara funerária do primeiro século. Todas as descrições do livro apócrifo
estavam confirmadas.
QUER LER MAIS – Se você se
interessou pelo assunto, nós podemos lhe oferecer a história completa do
“Túmulo de Maria” escrita pelo teólogo católico Ariel Alvarez Valdes (17 pág.
em castelhano) com fotos e desenhos do túmulo; a audiência de 9/7/97 do Papa
João Paulo II “A Assunção de Maria, verdade de fé” (5 pág, em
português); o texto completo do livro apócrifo “Transitus
Mariae”, escrito no século II (16 pág. em castelhano). Solicite por E-mail.
Os “ditos” que o Evangelho de hoje (Lc 12,49-53) nos
apresenta são dos textos mais obscuros e difíceis de interpretar de todo o Novo
Testamento. Particular dificuldade oferece o versículo 49, formado com palavras
estranhas ao vocabulário de Lucas. Para a explicação deste texto, vamos
recorrer ao texto do Pe. Cantalamessa (Pregador do Papa).
A Palavra de Deus que a liturgia deste domingo nos propõe
convida-nos à vigilância: o verdadeiro discípulo não vive de braços cruzados,
numa existência de comodismo e resignação, mas está sempre atento e disponível
para acolher o Senhor, para escutar os seus apelos e para construir o “Reino”. O
Evangelho das missas deste domingo começa com uma referência ao “verdadeiro
tesouro” que os discípulos devem procurar e que não está nos bens deste mundo:
trata-se do “Reino” e dos seus valores. A questão fundamental é: como descobrir
e guardar esse “tesouro”? A resposta é dada em três “parábolas”, que apelam à
vigilância.
Homossexualidade? – Costuma-se
dizer, que o pecado dos sodomitas era a homossexualidade. Existe até, nas
línguas modernas, uma série de palavras, como sodomia, sodomita, sodomizar, derivadas
do nome da cidade. No entanto, se analisarmos o relato bíblico, vemos que esta
é uma interpretação errada. O que era realmente a culpa os habitantes da cidade
de Sodoma?
No Antigo Testamento – O primeiro a
se lembrar dos pecados de Sodoma é o profeta Isaías, no século VIII a.C., que
disse que os sodomitas praticavam um culto superficial, oprimiam os mais pobres
(Is 1,10-17) e corrompiam os juízes (Is 3,9). No século VII a.C., Jeremias dá
outra versão: dizia que o mal era o adultério, a mentira e a impenitência (Jr
23,14). No século VI a.C., Ezequiel afirma que os vícios dos sodomitas eram o
orgulho, a gula e a preguiça (Ez 16,49-50). No século II a.C., o livro Eclesiástico
identifica o vício com orgulho (Eclo 16,8). No século I a.C., o terceiro livro
dos Macabeus afirma que o pecado sodomita era a arrogância (3Mac 2,5). Ou seja,
em nenhum livro do Antigo Testamento, composto ao longo de vários séculos, é
possível encontrar um único testemunho de que Sodoma praticava a
homossexualidade.
Novo Testamento – O Novo Testamento
também fala várias vezes do pecado de Sodoma: São Mateus (10,14-15; 11,23-24), São
Lucas (10,12; 17,29), a Segunda Carta de Pedro (2,6-8), o Apocalipse (11,7-8).
Mas ninguém especifica qual foi o pecado. Portanto, nenhum autor bíblico, quando
fala do pecado de Sodoma, refere-se à homossexualidade. Isto é muito curioso,
porque naquela época, as práticas homossexuais eram duramente condenadas e
reprovadas em várias passagens bíblicas.
A mudança – No século II
a.C., uma mudança na interpretação começou a ocorrer. Os judeus tiveram maior
contato com as cidades de cultura grega, nas quais a homossexualidade não era
apenas frequente, mas aceita socialmente. Para expressar com força o mal dessa
prática, começaram a citar a história de Sodoma, como exemplo de rejeição
divina para com ela. A primeira referência à nova interpretação encontra-se em um
livro apócrifo judaico, do ano 50 a.C., chamado Testamento de Naphtali (4,1), no
qual, pela primeira vez, identifica-se os sodomitas como homossexuais. A
segunda menção é encontrada em outra obra judaica apócrifa, Livro dos Segredos
de Enoque, do ano 50 d.C. Mais tarde, o historiador Flávio Josefo, em seu livro
Antiguidades Judaicas, do ano 93 d.C., conta a mesma coisa e é o primeiro a
usar a palavra "sodomia" para se referir, em geral, à prática
homossexual.
Um pecado mais grave – Hoje, os
estudiosos sustentam que o pecado dos sodomitas era a falta de hospitalidade. De
fato, no mundo antigo, especialmente em Israel, uma das principais obrigações
era oferecer hospedagem aos estrangeiros. Os profetas a tinham entre as
principais virtudes (Is 58,7). Jó diz que sempre a praticou em sua vida (Jó
31,32). Era considerada uma ação tão nobre que até Deus a praticou (Sl 39,13).
Sua observância era capaz de purificar qualquer pecado, como se vê na história
da destruição de Jericó, em que Deus matou todos os seus habitantes, exceto uma
prostituta, a quem ele protegeu, pois, poucos dias antes, havia hospedado dois
hebreus em sua casa (Js 6,22-25). Por esta razão, quando os mensageiros divinos
chegaram a Sodoma, Ló ofereceu-lhes hospedagem em sua casa, em conformidade com
esta regra. Em vez disso, os sodomitas, sem qualquer solidariedade, preferiram
humilhá-los, para mostrar seu desprezo pelos estrangeiros.
Jesus – Um último
fato que corrobora essa interpretação é oferecido pelo próprio Jesus, quando
envia seus discípulos para pregar de casa em casa. Ele lhes diz: “Se não vos
receberem e não ouvirem vossas palavras, quando sairdes daquela casa ou daquela
cidade, sacudi até mesmo o pó de vossos pés. Em verdade vos digo: no dia do
juízo haverá mais indulgência com Sodoma e Gomorra que com aquela cidade."
Vemos que Jesus compara Sodoma com as cidades que não querem acomodar seus
discípulos. Portanto, na época de Jesus, Sodoma era famosa por não ter sido
hospitaleira.
Fico Curioso? –
Se você gostou do assunto e quer ler mais, podemos lhe oferecer os textos
citados: o apócrifo “Testamento de Naphtali”
(6 pág. em português), o “Livro dos
Segredos de Enoque” (30 pág. em português) as “Antiguidades
Judaicas” do historiador “Flavio Josefo” (1.627 pág. em português).
Solicite por E-mail.
Na primeira
leitura das missas deste domingo, Abraão conversa com Deus sobre a destruição
das cidades de Sodoma e Gomorra. Estas cidades realmente existiram? Elas foram
destruídas? O que teria causado a destruição das cinco cidades citadas no
capítulo 19 do Gênesis?
Lendas e mitos – Os capítulos
12 até 36 do Livro do Gênesis são um conjunto de textos sem característica
histórica ou de reportagem jornalística de acontecimentos. Estamos diante de
uma mistura de mitos, lendas e relatos, pelos quais se expressa a realidade da
vida nômade durante o segundo milênio antes de Cristo. O autor do Gênesis recuperou
essas velhas lendas e apresentou uma catequese.
Abraão em Mambré – Nas missas da
semana passada, foi lida a passagem do Gênesis em que Abraão recebe três
figuras divinas junto do carvalho sagrado de Mambré (perto de Hebron), tendo
sido recompensado com um filho. Esta lenda era contada entre os cananeus, mais
de mil anos antes de Abraão. O autor do Gênesis, usando a história de Abraão
ter se estabelecido em Hebron, recuperou a antiga lenda cananeia, tornando-o
herói desse encontro.
Outra catequese – Nesta semana,
o texto do Gênesis usa a mesma fórmula: recorda um cataclismo que destruiu toda
a região ao sul do Mar Morto na época dos cananeus, inserindo Abraão como
personagem da história. O autor de Gênesis toma um acontecimento pré-histórico
muito remoto, criando uma fantasia religiosa e indicando as causas da terrível
catástrofe.
A cidade - Sodoma era uma
cidade antiga, que se supõe ter existido nas margens do Mar Morto, ao sul da
península de El-Lisan. De acordo com as lendas, foi uma das cidades destruídas
(as outras teriam sido Gomorra, Adama, Seboim e Segor) por um cataclismo, que
ficou na memória do povo hebreu. Estas cidades teriam sido extintas por Deus
com fogo e enxofre descido do céu. A confirmação histórica destes fatos
continua como um dos maiores mistérios arqueológicos para os cientistas e
estudiosos da Bíblia.
Evidências – Em meados dos
anos 1960, os arqueólogos Pettinato e Matthiae encontraram na cidade de Abla
(destruída por volta de 2300 a.C.) inscrições sobre a existência de cinco
cidades (Sodoma, Gomorra, Adama, Seboim e Segor). Em 1965, o pesquisador Paul
Lapp realizou escavações no local da cidade de Sodoma (conforme Gn 14,3)
encontrando restos de um santuário cananeu, que datava de 2800 a.C. Em 2008, os
pesquisadores britânicos Alan Bond e Mark Hempsell afirmaram que a destruição
das acidades ocorreu na noite de 29 de junho de 3123 a.C., quando da passagem
de um asteroide com dimensões maiores de um quilômetro, que devastou uma área
de um milhão de quilômetros quadrados.
POR QUE O CASTIGO? – Mas que
pecado haviam cometido aqueles homens para merecer tal condenação? Trata-se de
uma das punições mais terríveis relatadas na Bíblia. "O Senhor fez então
cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do
céu. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes
das cidades e a vegetação do solo."(Gn 19,24-25). Quais as atitudes das
pessoas de Sodoma e Gomorra que levaram Deus a condena-los?
ISTO É ASSUNTO DA PRÓXIMA SEMANA – Na Coluna Ser
Católico da próxima semana vamos estudar as diversas citações de Sodoma e
Gomorra em toda a Bíblia. Qual a verdadeira intenção do autor do livro Gênesis
em relatar os fatos? Qual o vício que pretendia condenar? Qual pecado cometiam?